O blog andou bem abandonado, como vocês podem perceber. No último ano (exatamente desde setembro/10) a minha vida girou tanto, de maneiras tão intensas, inesperadas, muitas vezes doloridas, que eu parei de escrever. Perdi o ânimo, a inspiração, a vontade. E como escrever não é parte da minha lista de obrigações do dia, deixei pra lá. Fui viver a vida offline, cuidar da minha vida, da minha saúde, do meu trabalho. E até de remendar meu coração eu cuidei.
Não é verdade que nesse tempo todo eu não tenha tido vontade de escrever, ou assuntos facilmente blogáveis. Tive vários! Só que no duelo entre vida online e vida offline, alguém ganhou de lavada. E assim passou. Muitos assuntos devem aparecer aqui em breve, nada de muito útil, afinal, o espírito das tralhas permanece absolutamente igual.
Sabe quando você percebe de uma forma indireta que fez diferença na vida de uma pessoa? Que mais do que com qualquer palavra, o exemplo da atitude triunfou, feito água mole em pedra dura, que tanto bate até que fura? Me emocionei muito com essa constatação hoje, do fundo do coração.
Por questões variadas eu duvido que essa pessoa consiga admitir que eu tenho parte nessa mudança. Lamento, mas, honestamente, pouco me importa. Porque eu sei que tive e me encho de orgulho por isso até o último dos meus poucos fios de cabelo! Trata-se de alguém a quem sempre quererei bem, de quem sempre falarei com carinho e respeito. Além de ter feito parte da minha vida por um bom tempo, é uma pessoa das quais tenho toneladas de recordações de todo tipo, que me ensinou muita coisa, inclusive sobre mim mesma.
Fiquei com uma deliciosa sensação de ter o coração em paz e alegre ao perceber o quanto essa pessoa mudou. A despeito de todas as resistências, de todos os problemas envolvidos, de todos os traumas, a sua atitude perante a vida mudou. Não importa que isso nunca seja dito, entra pro rol dos nossos segredos...
Num sentido levemente diferente, tenho pensado muito a respeito das escolhas que as pessoas fazem para suas vidas. E, apesar de não me caber, muitas são as vezes em que não consigo compreender. Burrice minha, talvez. Mas não consigo entender gente super legal que se fecha no casulo e se mostra pro mundo como alguém absolutamente entediante. Nem gente que resume a vida a trabalhar! Isso é sobreviver, meu povo!!!! Viver é muito mais e muito mais legal que isso. Também não cabe na minha cabecinha gente que só olha pro próprio umbigo e que não desvia nem que o mundo esteja se acabando. E gente que casa por qualquer outra coisa que não seja por amor e uma profunda vontade de ficar junto, de fazer o outro feliz e ser feliz junto. Não entendo pais que ensinam aos seus filhos o preço de tudo e o valor de nada. E os que incluem na lista do que não ensinam noções de respeito, carinho, compaixão, gratidão e lealdade. Não entendo amigos só pras horas de necessidades e relações de mão única, em que apenas um dos envolvidos dá, sem nada receber em troca. Me escapa a compreensão quem só reclama da vida, quem tem mania de perseguição, quem só enxerga problema, jamais uma solução.
O que eu posso fazer em relação a isso??? Nada, ué! A vida não é minha, a decisão não é minha. O máximo que faço é prestar bem atenção e reforçar as minhas convicções do que eu NÃO quero pra minha vida! Essa sim é minha terra, onde eu tenho poder de mando e desmando. E assim, gerenciando meu latifúndio, vou seguindo, caminhando e cantando. Esse pedaço de mundo nunca vai ser perfeito. Mas eu trabalho arduamente para transformá-lo no melhor que pode ser! E o retorno que tenho tido me faz pensar que estou num bom caminho!
Feliz por estar de volta ao meu cantinho!
Beijos e até breve!
Lalá
PS: Com o post quase pronto me deparei com esse vídeo e achei que tinha bem a ver com o blablablá do dia...!
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Um comentário:
Ai, que delícia te ver por aqui!
Aliás, é uma delícia te ver em qualquer lugar...rs...
Amei seu retorno e, especialmente, o que você falou. Confesso que ando com uma preguiça disso tudo tb... Tento ser tolerante e aprender com o que vejo, mas que dá preguiça, dá...
Bjo grande! Welcome!!
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