E tem o verão, de céu azul, sol e dias quentes que sempre enche meu coração de alegria. Calor induz as pessoas a saírem a toca, a ir pra rua, a ser feliz. Ou vá dizer que num dia lindo de sol lá fora tudo o que você tem vontade é ficar na cama reclamando da vida?!?
Pois bem, dezembro e eu temos sempre essa sintonia tão nossa e tão feliz que ele sempre me traz um presente. Vários, pra ser bem honesta. Pensar na decoração de natal da minha casa, reunir os amigos mais queridos pra um natal antecipado, cozinhar pra quem eu amo, ir à trocentas confraternizações, receber milhões de abraços, fazer planos pra um ano novinho em folha que vem chegando, prometer, do fundo do coração, mais encontros e menos saudades, olhinhos de criança brilhando quando vê o Papai Noel (aliás, qualquer coisa que se relacione a Papai Noel eu amo muito. Absurdamente mesmo.). Essa é só uma amostrinha dos presentes que dezembro me traz todo ano.
De vez em quando é diferente e ele resolve caprichar. É daquele tipo de presente que vem com o embrulho mais lindo, com o laço mais incrível, que ao mesmo tempo que acalma o coração quase o faz sair pela boca, de tanto que pula. Presente que traz de brinde um sorriso enorme e gruda-o no rosto com super bonder. Meus dois namoros começaram em dezembro, foram eternos enquanto duraram e me fizeram muitíssimo feliz. Obrigada, dezembro!
Esse ano foi diferente. O embrulho era discreto, mas o laço continuava lindo. Eu não sabia se era pra mim, de cara não achei meu nome em nenhum lugar. Mas dezembro gosta de mim na mesma medida que eu gosto dele e dá seus jeitinhos.
Eu sou velha, chata e reclamenta, mas quando isso envolve outras pessoas, tento ser responsável nos meus atos. E antes de meter a boca no mundo pra falar de alguém, quis checar se o problema não era eu. Fácil assim, três minutos de conversa e dilema resolvido. Bem, era pra ser assim. Mas não foi. Os três minutos viraram umas três horas de prosa tão fluída quanto poderia ser, cheeeeeeia de coincidências, de pensamentos parecidíssimos. Era simples, era fácil, era óbvio, mesmo pra uma pessoa tímida como eu.
Nos dias que se seguiram, a sintonia não permanecia; aumentava. Logo nos "descobrimos" gêmeas na visão de mundo, nos valores, nos gostos, na empolgação. Podia parecer raso demais, pura ilusão. Mas havia uma paz no meu coração que me fazia confiar. E eu lembrei do meu poetinha favorito, que há tempos já disse por aí que você não faz amigos, reconhece-os. Vinícius sempre soube das coisas.
E já que dezembro é beeeem legal, meu presente ainda trouxe um brinde. Daquele tipo que vc não espera, que de início não entende bem certinho, mas que logo se mostra sensacional, o complemento perfeito ao presente que já era bom!
Os dias foram passando, mas não muitos, afinal, essa história toda começou no último terço do mês e hoje ainda é dia 28. Beira o inacreditável o que aconteceu até aqui, as incontáveis semelhanças, as afinidades, as transmissões de pensamento. E eu só posso pedir que 2014 venha na mesma vibe deliciosa de dezembro e que esse começo intenso e profundo seja apenas a amostra grátis do que vem por aí!
A foto tá tremida de tanto que a gente tava rindo de alguma besteira qualquer. E a gente tava cansado, suado e despenteado, de tanto forrozear! Ou seja: talvez não seja nossa melhor foto, mas é mto a nossa cara!
Dezembro, seu lindo, ainda temos algumas horas pra curtirmos juntos, mas já sei que te esperarei em 2014, ansiosa pelos seus deliciosos presentes! Beijo estalado!

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