segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Chegadas e Partidas

Por algum motivo que eu não sei explicar direito, aeroportos sempre me suscitaram emoções fortes. Intermediadas ao meu próprio tum tum tum ou nas pessoas que transitam por aquele espaço tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo. E as emoções podem ser as mais diversas, desde a mais genuína alegria até o mais cruel sofrimento, passando por toda a gama compreendida nesse meio e mais alguma outra emoção sem nome que surgiu junto a um coração descompassado.
A expectativa de qm parte pra de saber como vai ser, o que vai encontrar; ida de férias, ida a trabalho, ida pra morar, ida pra encontrar, ida pra voltar. A ansiedade de qm espera, com saudade, alguém chegar, depois de muito ou de pouco tempo, sempre com novidades. 
O coração fica no meio disso, batendo corrido e descompassado, nesse misto de emoções intensas, saudade que tende a crescer ou a diminuir, sempre na expectativa do que vem por aí, como será daqui pra frente.
Quando era pequena e viajava de férias com meus pais, achava a coisa maaaaais legal do mundo ter alguém esperando no aeroporto! Mas isso nunca acontecia, afinal, eram apenas breves férias e as pessoas estavam sempre ocupadas com suas tarefas cotidianas; a missão de nos levar e buscar era sempre de um taxista qualquer. E na minha cabecinha de criança, algumas foram as vezes em que, ao desembarcar em algum canto desse Brasil varonil eu acenei pra longe e tomei pra mim algum daqueles acenos efusivos que, certamente, não eram endereçados realmente a mim. Pronto, nenhum problema pra ninguém e uma criança ficava feliz da vida!
Já mais velha, protagonizei algumas cenas em aeroportos dignas de novela mexicana. A mais "famosa" dessas novelas foi a minha ida para Inglaterra, em 98. A perspectiva era muito legal, passar um mês fora, estudando, conhecendo um lugar totalmente novo, gente nova, enfim, todo um admirável mundo novo. E eram apenas 30 dias, rapidinho! Só que eu sou dramática passional, ansiosa e quase dei uma de peru de natal e morri de véspera... O que eu chorei naquele aeroporto de Guarulhos não está nem no gibi, confesso! A família inteira foi pro aeroporto pra se despedir da gente (minha irmã tb tava saindo pra outro canto do mundo, pelos mesmos 30 dias), cada um que eu abraçava era outra tonelada que eu chorava. Quando entrei no avião vieram perguntar se eu tava passando mal, imagine o estado da pessoa...
O tempo passou, a vida aprontou das suas e, de repente, eu me vi numa situação em que essas chegadas e partidas em aeroportos eram parte super integrante da minha rotina de namorada de piloto. E por pouco mais de 2 anos assim foi, indo e vindo de aeroporto, com o coração apertado para um beijo de despedida na partida e a ansiedade por outro beijo e um abraço gostoso na chegada. Muitas foram as horas que gastei esperando e observando as pessoas na mesma situação que eu (especialmente na área de desembarque), tentando imaginar quem eram aquelas pessoas, por quem elas estavam ali, o que se passava em suas mentes e em seus corações.
Aí vem a Astrid e dá voz à minha imaginação, com uma super sensibilidade, uma trilha sonora arrebatadora e histórias emocionantes até onde o coração aguenta. Chegadas e partidas, dos mais diversos cantos do mundo, pelas mais variadas razões. Em comum, uma passada pelo aeroporto de Guarulhos e alguma história emocionante pra contar, cheia de amor, ansiedade e, por quase 100% das vezes, lágrimas. Do lado de lá e de cá da telinha. Impossível não se emocionar, não confirmar minha crença no amor e não chorar junto.
Vale a pena conferir.
(27.362)

2 comentários:

Luciana Aith disse...

Aeee! Resolveu :-)

Anônimo disse...

Eu AMOOOOO esse programa!E choro em quase todos!

Engraçado porque eu sempre tive também essa curiosidade,essa coisa de ficar observando o vai e vem das pessoas.
E não faço isso apenas em aeroporto não!!Tem rodoviárias também! rs

Minha vontade era sentar em um canto e ficar la...observando e fotografando: emoções,risos e lágrimas.

O programa é lindo,divertido na medida certa e super sensível.
E tambem adoro a trilha...rs

Bjooo