quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dezembro

Já é dezembro, pipou! De novo, chegou o último mês do ano. De decorar a casa, de pegar a camera e sair pra fotografar as ruas enfeitadas, de fazer carta pro Papai Noel e planos pro ano que vem. Eu sempre faço de dezembro um mês de pensar nos últimos 12 meses, em tudo que consegui, nos planos que ainda ficaram pendentes, nas pessoas que entraram e saíram da minha vida. E gosto de arrumar o quarto, os armários, a bagunça toda, quase como se assim eu pudesse arrumar a vida. É todo um processo, mta coisa vai pro lixo, outras tantas ficam, memórias renascem daquele caos e eu sou capaz de reviver as maiores emoções ali. Rio, choro, fico brava, emocionada e em paz em questão de minutos! Ainda mais agora, que eu ando tão sensível, tão à flor da pele, to muito tudo.
Muito feliz, muito triste, com muita saudade, muito amorosa, muito carente, muito preocupada, muito tranquila. Não interessa o que, eu to é muito.
Ontem fiquei com muita raiva, muito magoada com um amor não correspondido. Sempre quis ter cachorro, desde criança pedi um pros meus pais. Há exatos 2 anos eu finalmente consegui. Chegou aqui em casa uma bolinha branquinha e peludinha que conquistou todo mundo. Só que da metade do ano passado pra cá ele começou a ter uns surtos, de morder sem aviso prévio. Ele não late, não rosna, não se desvencilha. Simplesmente avança e morde, pra machucar. Já faz algum tempo que meu amor por ele minou, perdeu a graça, o encanto. Acho isso mega triste, não queria isso de jeito nenhum. Aí ontem ele extrapolou, mais uma vez. Minha avó, com 86 anos, estava abaixada há vários minutos, pra coçar a barriga do folgado master, que estava todo arreganhado no chão. Até que ele surtou e resolveu mordê-la. Eu arremessei o notebook que tava no meu colo e fui pra cima dele, que não se fez de rogado. Só que Deus tava do meu lado e ele não conseguiu me morder. Tava parcialmente do lado dele tb, tendo em vista que eu só achei um chinelo pra bater no branquelo. Não, eu não sou favorável a bater em ninguém, nem em bicho nenhum. Só que o Snow abusou demais e eu explodi. Não bati nem pra repreender, bati pra extravasar a raiva que eu tava sentindo. Meu pai veio acudir e ouviu um moooonte, quando começou a brigar cmg por estar batendo no dog. Morder minha avó??? Jamaaaaaaaissss! Pela idade, pq ela é tchuca, pq ela ama esse cachorro (e qq outro...), pq ela é minha e eu vou defender até morrer. Doeu em mim tb, mas bati com fé.
Hj eu passei o dia mto atrapalhada, fazendo mil coisas ao mesmo tempo e tentando não ficar louca. Pelo menos não tive que sair de casa no meio do dilúvio que se instaurou em SP desde ontem. Acho que São Pedro anda tão "muito" quanto eu...! Hehehehehe
Aí, no meio do poço de sensibilidade que eu ando, recebi um email sobre saudade, logo hj que pensei tanto na Rods. O email é longuinho, lindinho e totally crying, mas a parte que eu queria por aqui é a definição de saudade que deram lá. "Saudade é o amor que fica". E eu ouso dizer que é bem por aí mesmo, o amor fica no coração da gente por qm já morreu, por alguém que tá longe, por alguém que foi ali e já volta. Tem saudade que a gente sente, tem saudade que a gente vive. É, viver saudade de alguém é quando vc ama alguém tanto tanto que só passa quando a pessoa tá ao alcance dos olhos, ou melhor, das mãos. Se tiver escondido atrás da porta, se tiver na outra ponta da cama a saudade já cutuca, enquanto a mão tateia no escuro até achar.
E vi um vídeo totally heart breaking... Ói que tchuco!

Ah, chega, né?!? Eu nem tinha mto pra falar, vim aqui só pra não deixar meus queridíssimos leitores com saudade de mim! Hohohohohoho!
Bjs, pessoal!
(15.810)

Um comentário:

Unknown disse...

ai ai .. saudade é uma coisa que não passa mesmoooo!!!! saudade, falta, buraco... tudo da mesma família hehehe.
e saudade de vc, sempre!
beijo no coração