Há 2 semanas eu estava enrolando, sem ter coragem de dizer que estava acabado. Não definitivamente, que pode ser que uma hora a gente volte a se encontrar; mas por hora a separação é necessária. Preciso andar sozinha, colecionar minhas certezas e transformá-las num caminho rumo ao futuro, fazer das minhas dúvidas pedras dessa estrada tb. Um pouco por vc, mas mto mais por mim, quero fazer jus à tudo que aprendi nessa jornada.
Foram quase 7 anos de um relacionamento que começou meio distante e foi ficando cada vez mais coeso, nossos encontros semanais eram mais do que parte da rotina. Naquela poltrona eu sentei menina e hj me levanto como mulher. Aprendi que tenho super poderes e super defeitos e que é tudo uma questão de ponto de vista. Meus mais graves defeitos não fazem mal à mais ninguém que não a mim mesma. Isso me custou tempo e mta lágrima pra enxergar e ainda tenho a sensação de não saber direito o que fazer de posse dessa informação. Hoje consigo reconhecer em mim que algumas qualidades me diferem do resto das pessoas, não são denominador comum à todos como me pareceu por tanto tempo.
Aprendi a ser menos benevolente com o resto e menos rígida cmg mesma, apesar de ainda achar mais fácil perdoar erros alheios do que os meus próprios. Entendi que é possível respeitar minhas vontades, impor certos limites e distribuir alguns "nãos" e, ainda assim, ter gente que me ama. Descobri, inclusive, que o maior amor vem cercado de respeito, sempre.
Tive que aceitar que nem tudo está ao meu alcance, que o máximo que posso mudar é o meu pensamento e o meu modo de agir; o dos demais é mera consequência. Ou não.
Ainda hj parte das minhas emoções extravasam fisicamente, por absoluta inabilidade minha em lidar com elas de outra forma, apesar de ter melhorado bastante.
Comecei dependendo de mta gente, hj tenho noção de que se o mundo todo cair, ainda que aos trancos e barrancos, eu me viro.
Com vc eu dividi os meus maiores medos, as melhores alegrias, as mais profundas tristezas, as decepções mais difíceis, as dores mais dilacerantes. Os sonhos, os projetos, os amores, os amigos; o passado, o presente e o futuro. Muitas foram as vezes que eu saí daquela sala atordoada de tanta informação, algumas vezes exultante de alegria, mtas vezes com uma dor tão grande que parecia não caber em mim, sempre com a certeza de que tudo isso me faria uma pessoa melhor ali na frente. Acho que esse "ali na frente" chegou...
Separações, mudanças, términos são sempre doloridos e eu sou péssima pra lidar com isso, vc bem sabe. Mas vou fechar os olhos e me jogar no precipício da vida, confiando em tudo que aprendi nesses últimos longos anos. O pára-quedas há de abrir, a vista há de compensar!
Obrigada por tudo... Um dia eu volto, nem que seja só pra contar que feliz que eu to!
(aqui nas minhas tralhas tem espaço pra mta emoção sem rumo, pra desabafos perdidos, pra textos que me aliviam o coração. Depois de quase 7 anos de terapia, vou dar um tempo, vou seguir sozinha o meu caminho. Se eu surtar além da conta, me avisem, por favor! hahahahaha!)
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3 comentários:
AMO ler o que vc escreve... E logo percebi que vc estava falando de terapia, rs!!! Qual era a sua linha????
Beijocas, Adliz!
Lalá, amora
Surtar faz parte, né?! Se precisar, grita, SURTA ALTO, pra eu escutar daqui de Salvador! Parabéns pela nova fase: parece um parto, dá uma dor, dá um friozinho, às vezes um desconsolo... Mas pra quem se joga na vida - tipo VC! - só vale a pena!! Segue sempre com Deus, Bjks,
Claudinha
Sempre pensei em fazer terapia.
Mas sempre foi só um projeto.
Tenho o blog como terapeuta. rss
Boa sorte nessa nova jornada!
Sozinha? Você nunca estará.
Beijo grande.
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