sábado, 3 de janeiro de 2009

Cabeça cheia

To começando o ano com a cabeça e o coração cheios. De planos, de alegrias, de tristezas, de projetos. Não sei se existe bom e ruim nisso tudo, apenas é. Tentando não me afogar no rio das minhas próprias emoções, saí navegando pela vida e pelos blogs da vida. Como acontece mtas vezes, achei gente que parece que sabe ler meu coração.
Num dos blogs que andei lendo, a autora fala, dentre tantas outras coisas lindas e interessantíssimas, que ela escreve no blog pra não esquecer. Bingo, acabei de achar uma frase que justifica esse espaço. Escrevo pra não esquecer! Escrevo tb pra ver se as coisas aqui dentro fazem sentido, mas, enfim.
Pra não esquecer essas palavras que descrevem o meu coração nesse momento, fica aqui, registradinho. Se vc tiver paciência de ler, caro leitor, ótimo, adoro companhia. Se não der, a função primordial está cumprida: pra eu não esquecer!
Bjs pensativos!

"Hoje é dia de escrever aquelas coisas que não cabem nas palavras. Onde encontrar o que ainda não foi dito? Feliz Natal com que frases? Feliz Ano Novo com que letras? Obrigada com que sílabas? Quando o que está dentro da gente ameaça derramar, melhor enxugar o texto. E os sentimentos derramam mesmo, nesta semana que é fim e começo, boas-vindas e despedida.
Ainda não é 2009, mas é quase, e o quase é um lugar meio sem chão. Fica tudo meio estranho. Sonhamos com desconfiança, mas sonhamos muito. Nossa alegria é frágil, mas nossa tristeza tem manchas de alegria. Nada é uma coisa só – tudo se mistura nesse começo que chega junto com o fim.
Mas, enfim, o que eu queria dizer, sem saber como, é que sinto:
1) uma gratidão imensa por nossa convivência em 2008. Me senti acompanhada e acolhida e aprendi muito com vocês.
2) o desejo de que vocês tenham um 2009 feito dos melhores ingredientes, entre eles, amor, saúde, serenidade e todas as alegrias possíveis."


Síndrome de Dezembro
Que atire a primeira pedra (ou a primeira folha de calendário) quem nunca se sentiu “diferente” em dezembro. Não adianta. Por mais que a gente diga que não se importa com Natal e Ano Novo, por mais que a gente tente encarar dezembro como se fosse um mês qualquer, é só ele chegar que a gente se sente… diferente.
Ficamos, ao mesmo tempo, alegres e tristes. Consumimos como loucos, enquanto criticamos o excesso de consumo. Mostramos uma animação que estamos longe de sentir e, de repente, sem saber por quê, nos sentimos de fato animados. Reclamamos dosshoppings cheios, e lá estamos. Esbravejamos contra o trânsito, mas não paramos em casa. Rimos muito, falamos muito, gesticulamos muito e, ao mesmo tempo, sentimos faltado silêncio de agosto, da previsibilidade de maio.
Parece que há um deslocamento em dezembro. Não cabemos dentro de nós mesmos, não nos acomodamos em nossas casas, não encontramos espaço em nossa cidade. É como se tudo ficasse maior e se movesse – uma sensação que produz, ao mesmo tempo, excitação e desconforto - como se estivéssemos numa festa que não acaba e pra qual nem mesmo sabemos se fomos convidados.
Enquanto as luzes piscam e o Papai Noel se reproduz em milhares de imagens, vamos alternando nossos estados de espírito, tentando destoar o mínimo possível deste colorido “made in China”. Às vezes bate uma saudade sem rosto, uma nostalgia imprecisa – a impertinência do passado, que insiste em não passar. Outras vezes mergulhamos na euforia de quem enxerga mil promessas no futuro, faz planos, sonha alto, garante que agora tudo vai mudar.
Mês estranho esse tal de dezembro. Ou talvez ele seja apenas um espelho da nossa própria estranheza, que nas datas simbólicas tende a ficar maior. Hoje já me senti meio alegre e meio triste várias vezes. Já quis várias vezes que dezembro acabe logo e que ele demore a passar. Quero voltar a ser quem eu era em novembro e ao mesmo tempo quero a promessa de janeiro com suas janelas abertas, o ar novo pra respirar. Seremos novas pessoas no ano novo? O novo será novo de fato? E se o novo não for o melhor? E se eu preferir o passado? Ah, dezembro… Passe logo, ou melhor, demore um pouco mais a passar…

2 comentários:

Fabi Moraes disse...

Não vim comentar seu post não, passei pra dizer que amei as fotos novas! Finalmente!!! Não acho que ninguém deva esquecer o passado, mas aquela mocinha das fotos antigas não é mais a Lalá de hoje. E eu tenho cá pra mim que essa Lalá das fotos novas está um tantão mais feliz!

Letícia disse...

Adorei o post, mas ainda prefiro vc escrevendo, gata!